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Redução de estômago: questão de saúde pública

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Portaria do governo fortalece implementação de cirurgias bariátricas para combater a obesidade


Estar acima do peso não é apenas questão estética, é questão de saúde. E saúde pública quando nos deparamos com o dado de que, se considerarmos obesidade e excesso de peso, quase metade da população brasileira é afetada com o problema. Com os jovens a situação também é alarmante. Entre os brasileiros de 10 a 19 anos, cerca de 21% estão acima do peso. Há quarenta anos a estimativa era de 3,5%.
Por causa desses índices, o Ministério da Saúde ampliou os mecanismos para combater a obesidade. A principal medida é sobre a cirurgia de redução de estômago, conhecida como bariátrica. Agora o SUS vai atender pacientes desde os 16 anos e não há limite de idade para realizar o procedimento. Antes a faixa era dos 18 aos 65 anos.
Um dos métodos mais utilizados é a introdução de um anel de silicone que, quando inflado, diminui a quantidade de comida armazenada no estômago, levando, a longo prazo, ao controle da fome e a mudanças no metabolismo.
Segundo o cirurgião Almino Ramos, especialista em cirurgia bariátrica, a portaria é necessária não apenas para as cirurgias de redução de estômago, mas por fortalecer medidas como “o aumento da remuneração por procedimento, formatação de programas eficientes de preparo cirúrgico e acompanhamento do pós-operatório”.
Almino lembra que a obesidade não é tratada apenas com o processo cirúrgico. Ir para a mesa de operação é o último estágio do tratamento. “A indicação da cirurgia vem da falta de resposta do tratamento clínico por no mínimo dois anos”, complementa.
Apesar da ampliação dos serviços, Almino não acredita numa banalização das cirurgias de redução de estômago devido a normas rígidas adotadas pelo País. Ele explica que para se realizar uma cirurgia dessa gravidade precisa-se avaliar “o IMC (índice de massa corporal) da pessoa, sua forma de alimentação antes da cirurgia e observar a presença de doenças associadas à obesidade”.
Observando as doenças causadas pela obesidade (diabetes, hipertensão, apneia do sono, artroses e doenças cardiovasculares), o especialista conclui que “ações públicas de prevenção, controle e tratamento são indispensáveis”.
Consultoria: Dr. Almino Ramos – Presidente Sociedade Brasilieira de Cirurgia Bariátrica

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